Alexandria na Antiguidade

 

Fundada por Alexandre Magno, em 331 aC, Alexandria foi capital do Egito por quase mil anos. Na Antiguidade, era um dos principais portos do Mediterrâneo (ainda é) e o maior centro de cultura acadêmica do mundo. Magníficos templos, palácios colossais e belos monumentos erguiam-se ao longo de uma faixa de cerca de 5 km, banhada pelo Mar Mediterrâneo. Nos primeiros séculos da Era Cristã, sua arquitetura dominante era um misto de grega, romana e egípcia.

Após conquistar o Egito, Alexandre Magno teria seguido para a costa do Mediterrâneo, onde existia uma antiga aldeia chamada de Rakotis, protegida pela Ilha de Faros, citada por Homero, na Odisseia. Era um local estratégico para um porto comercial, ligando o Mediterrâneo ao Vale do Nilo. Junto ao local estava o Lago Mareotis, com abundância de água doce (atualmente inundado com águas salgadas do Mediterrâneo). A fundação de Alexandria, naquela área, é plena de mitos, mas acredita-se que o próprio Alexandre traçou o primeiro esboço da Cidade. O projeto urbano foi entregue ao arquiteto Dinócrates de Rodes, que foi auxiliado pelo engenheiro Crates de Olinto.

Alexandria era uma cidade muito bem fortificada, com cinco distritos, incluindo distritos diferentes para gregos, egípcios e judeus, além de uma necrópole. Do patrimônio da antiga Alexandria, destacaram-se o Farol, uma das Sete Maravilhas do mundo antigo, e o Museu (Mouseion), onde os acadêmicos encontravam-se e que abrigava a famosa Biblioteca. O Museu foi a mais importante instituição acadêmica de sua época.

A antiga Alexandria teve seu apogeu entre os séculos 3 aC e 3 dC. Fundada como uma cidade grega, tornou-se cosmopolita nos séculos seguintes. No início da Era Cristã, era a segunda maior cidade do Império Romano, depois de Roma.

O distrito grego de Brucheum, que abrigava as principais edificações da Cidade, foi cercado por um muro, provavelmente no início do século 3. Ao longo dos séculos da Antiguidade, as edificações desse Distrito foram destruídas e reconstruídas mais de uma vez.

Na segunda metade do século 3, muitos alexandrinos estavam inconformados com a administração romana. Após a morte do Imperador Valeriano, em 260, os alexandrinos recusaram-se a aceitar o novo Imperador Galiano. Em 264, Alexandria foi pacificada pelos romanos. Seguiu-se uma praga que matou cerca de um terço da população local.

Por volta de 268, Zenóbia assumiu, em Palmira (Síria), o governo do extremo leste do Império Romano. Em 269, Zenóbia rompeu os laços com Roma e enviou tropas para invadir o Egito e a Anatólia. Em 272, os romanos derrotaram o Reino de Palmira e retomaram o controle de Alexandria, nesse processo, o distrito grego de Brucheum foi devastado.

Outra revolta ocorreu em 297 devido a impostos. O Imperador Diocleciano sitiou a Cidade por oito meses. Invadiu-a e saqueou-a em 298. Depois ordenou a matança dos revoltosos, mas seu cavalo tombou. O supersticioso Imperador, então, voltou atrás e perdoou os alexandrinos. O evento deu origem ao Memorial a Diocleciano (figura ao lado).

A decadência da antiga Alexandria foi maior na época do domínio bizantino. A partir do século 4, o Cristianismo passou a ruir o prestígio acadêmico no Egito. O último representante de destaque da cultura helênica foi Hipátia, martirizada por cristãos, em 415, que já dominavam Alexandria. Na primeira metade do século 5, o Imperador Teodósio II ordenou a destruição dos templos chamados de pagãos, incluindo o Serapeu de Alexandria, um templo dedicado a Serápis, uma divindade sincrética e símbolo da Cidade. A conquista árabe, no século 7, foi o golpe final ao que havia sobrado do helenismo em Alexandria.

Em 365, um terremoto destruiu parte da Cidade. Outros terremotos ocorreram.

Restou praticamente nada em pé da antiga Alexandria, exceto a coluna do Memorial de Diocleciano. Além da ação do tempo, de terremotos, de incêndios, de vandalismos, e de transferências do patrimônio para outros lugares (como os obeliscos de Cleópatra, que foram para Londres e Nova York) houve uma elevação do nível médio do Mar Mediterrâneo. Escavações arqueológicas e pesquisas de destroços no fundo do mar, lançados principalmente devido aos vários terremotos, vêm revelando mais e mais sobre o que existiu. Várias esfinges e grandes estátuas foram encontradas no fundo do mar.

 

Alexandria antiga

 

Alexandria Antiguidade

 

Mapa antigo

 

Concepção artística da Alexandria antiga do artista alemão Adolf Gnauth, publicada no livro Ägypten in Bild und Wort: dargestellt von unseren ersten Künstlern, de Georg Ebers, 1879.

 

Acima e abaixo, Alexandria na época de Ptolemeu Sóter, em recriação da Buf Compagnie para o filme Alexandre (2004), usando o relevo da Ilha de Malta (acima).

 

Ptolomeu

 

Mênfis

 

Farol

 

Alexandria Ptolemeu

 

 

Biblioteca

 

Uma esfinge da era Ptolemaica e uma coluna de granito de 22m, em estilo greco-romano, no sítio arqueológico do antigo Serapeu de Alexandria, que era um dos mais suntuosos espaços da Cidade.

Chamada erroneamente de "Coluna de Pompeu" pelos cruzados, ela foi erguida, após a pacificação de uma revolta, no ano 298, para um memorial a Diocleciano (uma inscrição, em grego, na coluna afirma isso). A coluna teria sustentado uma estátua de Diocleciano até o século 7, quando houve o domínio árabe. Esse monumento usou elementos de outras edificações, incluindo a própria coluna de granito.

O sítio do Serapeu abriga pouco do quase nada que restou da exuberante, magnífica Alexandria dos Ptolemeus e da época romana.

 

Mapa Egypto

 

 

 

Acima, um pentadracma de ouro cunhado no reinado de Ptolemeu II, mostrando o perfil de Ptolemeu Sóter (o "Salvador"). O reverso da moeda tem a inscrição ΠΤΟΛEMAIOY BAΣΙΛΕΩΣ (Rei Ptolemeu). Foto Jafet Numismática.

Ptolemeu (367/6 aC - 283/2 aC) era macedônio, brilhante general de Alexandre e hábil político. Tornou-se Rei do Egito e lançou as bases para a prosperidade de Alexandria, que se tornou o maior centro cultural da Antiguidade, nos séculos seguintes. Em 304 aC, após ajudar os habitantes de Rodes, contra Antígono, Ptolemeu foi cognominado Sóter (Salvador).

Ptolemeu também era um amante das artes, fundou o Museu de Alexandria e escreveu sobre as campanhas de Alexandre.

 

Tebas

 

Historia Egito

 

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Mapa publicado no site oficial www.alexandria.gov.eg

 

Um tetradracma emitido no reinado de Ptolemeu Sóter, com o perfil de Alexandre.

 

Este é um mapa de Alexandria quando sob o domínio romano, parte do mapa Entwickelung des Römischen Reiches, do Atlas escolar alemão de F.W. Putzgers, 1901.

 

Coluna Pompeu

 

Mapa antigo Alexandria

 

Seculo 16

 

Alexandria

 

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Alexandria

Egito

 

 

Por Jonildo Bacelar

 

Egito

 

Tetradracma

 

 

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