Museu e Biblioteca de Alexandria

 

O Museu de Alexandria (do grego Μουσείον / Mouseion) foi fundado por Ptolemeu Sóter (323 aC – 283/2 aC) e ampliado no reinado solo de Ptolemeu II (282 aC - 246 aC). Incluía a famosa Biblioteca. Na Grécia antiga, museu não tinha o significado normalmente assumido hoje, museu era a casa ou um templo dedicado às Musas, divindades inspiradoras das artes e das letras. Em Alexandria, o Museu era uma instituição acadêmica, que abrigava mestres e pupilos. Embora muito referido, pouco se sabe sobre esse Museu e sua Biblioteca.

A vocação de Alexandria para a cultura acadêmica não foi coincidência. Alexandre fora discípulo de Aristóteles, que fundou seu Liceu, em Atenas, em 335 aC, enquanto Alexandre conquistava territórios na Ásia. Aristóteles faleceu antes da fundação do Museu de Alexandria, mas seu Liceu foi contemporâneo ao Museu.

O Museu foi uma sugestão de Demétrio de Faleros, que se tornou seu organizador. Era também composto por um passeio, uma êxedra (espécie de salão de reuniões) e um grande salão para refeições. Os acadêmicos estudavam e moravam na Instituição. Aprendiam, confabulavam e disputavam teorias. Também pesquisavam e produziam trabalhos acadêmicos em várias áreas do conhecimento.

Manuscritos de várias partes do mundo foram recebidos, confiscados ou copiados por escribas para o acervo da Biblioteca. Naquela época, não existiam livros no formato como hoje os conhecemos. As obras eram, em geral, escritas em rolos de papiro. Estima-se que, em seu auge, no início do século 3, a Biblioteca abrigava cerca de meio milhão de manuscritos em rolos de papiro, abrangendo as várias áreas do conhecimento de então.

No governo de Ptolemeu III, foi construído o Serapeu de Alexandria, um templo dedicado a Serápis, protetor da Cidade. Lá foi instalada uma segunda biblioteca que chegou a ter cerca de 45 mil volumes.

O Museu atraía sábios de várias partes do mundo de então. Aqui estiveram Euclides, Eratóstenes, Aristófanes, Hiparco, Estrabão, Cláudio Ptolemeu, Hipátia e muitos outros acadêmicos do mundo helênico. No segundo século da Era Cristã, Cláudio Ptolemeu, com sua obra, o Almagesto, moldou o entendimento acadêmico do Universo por toda a Idade Média.

A Biblioteca foi destruída por incêndios na época do domínio romano. Em 48 aC, quando Júlio César esteve em Alexandria, houve o primeiro incêndio conhecido na Biblioteca, provavelmente como consequência dos combates entre César e Pompeu. Posteriormente, Marco Antônio, que se casou com Cleópatra, reconstituiu o acervo com a doação de 200 mil volumes trazidos da Biblioteca de Pérgamo, uma cidade grega na atual Turquia. A Biblioteca provavelmente já não existia no século 5 da Era Cristã. Alguns autores acreditam que ela já havia desaparecido na segunda metade do século 3.

 

Biblioteca Alexandria

 

A Biblioteca de Alexandria em uma recriação para o filme Ágora (2009).

Embaixo, antiga concepção artística do interior da Biblioteca de Alexandria (autor não identificado).

 

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Biblioteca de Alexandria

 

A Nova Biblioteca

 

Outra concepção artística da Biblioteca de Alexandria feita para o filme Ágora (2009), por Kimberley Pope.

 

A Nova Biblioteca de Alexandria (Bibliotheca Alexandrina), inaugurada em 2002, com apoio da Unesco. Construída aproximadamente no mesmo local da antiga, em forma de um cilindro inclinado. Além da biblioteca principal, a instituição também abriga 6 bibliotecas especializadas, quatro museus, 13 centros acadêmicos, laboratório de restauração e outros espaços.

 

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Por Jonildo Bacelar

 

 

 

 

 

 

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